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Sexta-feira, 05 de Março de 2010
Centrais capixabas preparam ato político em homenagem às mulheres
No dia 10 de março, as Centrais Sindicais UGT, CTB, Força Sindical, CGTB e NCST realizam o ato político "100 anos de luta e determinação feminina". O evento que acontece às 19h, no Plenário...
No dia 10 de março, as Centrais Sindicais UGT, CTB, Força Sindical, CGTB e NCST realizam o ato político "100 anos de luta e determinação feminina". O evento que acontece às 19h, no Plenário da Assembleia Legislativa, é uma homenagem ao centenário do Dia Internacional de Mulher.
Há exatos 100 anos, a socialista alemã Clara Zetkin propôs durante a 2ª Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, realizada em Copenhague na Dinamarca, a criação de um Dia Internacional da Mulher. Pois diferentes datas eram marcadas por jornadas de luta feminista organizadas, sobretudo, em torno da defesa do voto feminino e da denúncia contra a exploração e opressão das mulheres. A partir daí, as comemorações começaram a ter um caráter internacional. Um século se passou e hoje, em todo o mundo, o dia 8 de março é uma data de celebração e afirmação da luta das mulheres por igualdade, autonomia e liberdade.
Em Vitória, o dia será marcado por um ATO POLÍTICO no PLENÁRIO DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO – “100 anos de luta e determinação Feminina” – às 19h, que reunirá companheiras e companheiros das Centrais Sindicais: CTB-ES, NCST e Força Sindical; e feministas de diferentes regiões do Estado para dizerem "ainda há por que lutar!".
Com o ato, convocado pelas organizações acima citadas, as mulheres querem celebrar as conquistas alcançadas em cem anos de mobilização coletiva, e também mostrar que a luta por autonomia, igualdade e direitos segue atual e necessária. Bandeiras históricas como a divisão do trabalho doméstico, salário igual para trabalho igual, o combate à violência doméstica, a reivindicação de creches para todas as crianças e a defesa da descriminalização do aborto, continuam na ordem do dia do movimento feminista.
Neste ano, estão entre as reivindicações das mulheres a defesa: da integralidade do Programa Nacional de Direitos Humanos, incluindo a resolução sobre o aborto, que foi alterada pelo governo federal; da Lei Maria da Penha, que vem sofrendo inúmeros obstáculos para sua implementação e legitimação e do Estatuto da Igualdade Racial. As feministas também denunciarão os efeitos da crise econômica na vida das mulheres, que foram as maiores vítimas do desemprego; a criminalização dos movimentos sociais e o acordo assinado entre o Brasil e o Vaticano que viola a laicidade do Estado brasileiro.
Neste grande movimento se articulam as mulheres trabalhadoras que também lutam:
• em defesa do crescimento econômico com valorização do trabalho;
• pela redução da jornada para 40 horas semanais, com igualdade salarial para trabalhadores e trabalhadoras;
• contra o fator previdenciário no cálculo da aposentadoria;
• em defesa da reforma agrária;
• pela manutenção e ampliação das políticas públicas que contribuam para romper com as desigualdades entre homens e mulheres;
• em defesa do Programa Nacional de Direitos Humanos;
• pela licença maternidade de 180 dias obrigatória e não facultativa;
• pela aplicação imediata da Lei Maria da Penha.
Por: Redação
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